quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Operação "Galezia" cumpre mandados em cidades do Pará e no Tocantins

Dinheiro apreendido na casa de funcionário em Conceição do Araguaia.
A Polícia Civil, com apoio do Departamento Estadual de Trânsito e o Ministério Público do Estado, deflagrou, nesta quinta-feira, 20, a operação "Galezia".
O objetivo é cumprir mandados judiciais de prisão temporária, e mandados de busca e apreensão nas sedes de Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) e em residências localizadas em Redenção, Xinguara, Conceição do Araguaia, Santana do Araguaia, Ourilândia do Norte e Tucumã, sudeste do Pará; em Paragominas, nordeste do Estado, e na cidade de Pedro Afonso, em Tocantins. O resultado da operação será divulgado durante duas entrevistas coletivas coordenadas pelo delegado Rilmar Firmino. Uma na cidade de Redenção, por volta das 14h; e outra, no final da tarde, em Belém.

A operação resultou de oito meses de investigações visando desarticular um esquema criminoso para expedição fraudulenta de carteiras de habilitação no sul do Pará. Ao todo, 200 policiais civis participaram da operação que é coordenada pelo delegado-geral Rilmar Firmino, e pelo diretor de Polícia do Interior, delegado Silvio Maués, e ainda pelo diretor-geral do Detran, Nilton Atayde, e pelos promotores de Justiça Harrison Bezerra e Ramon Furtado, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado.
Prisões e apreensões em Pedro Afonso (TO)
Prisões e apreensões em Pedro Afonso (TO)
O trabalho investigativo mostrou que o esquema envolvia servidores do Detran em conluio com proprietários de Centros de Formação de Condutores, de clínicas de exames e despachantes. Segundo o delegado-geral Rilmar Firmino, o esquema começava em outros Estados, principalmente, em Tocantins, de onde eram enviados às Ciretrans processos de mudanças de endereços falsos de pessoas que estariam vindo morar no Sul do Estado e, para tanto, estavam solicitando a expedição da carteira de habilitação no Pará. 
Os documentos enviados, que comprovariam os supostos domicílios eram forjados. Para tanto, as pessoas que seriam beneficiadas no esquema apresentavam documentos de comprovação de exames médicos e psicológicos supostamente feitos em outros Estados da federação e os enviavam os prontuários dos exames aos Ciretrans do Pará para obter a carteira de habilitação.

No Pará, os Centros de Formação de Condutores expediam de forma fraudulenta os certificados de conclusão do curso de formação de condutores. Nos Ciretrans, servidores participantes do esquema expediam os certificados que comprovavam que as pessoas haviam feito as provas teóricas e práticas de direção veicular sem a presença dos candidatos. Ao final da operação, todos os presos permanecerão recolhidos em unidades do Sistema Penitenciário nos municípios do sul do Estado. Eles irão responder pelos crimes de corrupção, estelionato e associação criminosa.

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