quarta-feira, 2 de setembro de 2015

PF acusa Bacelar de pegar R$ 20 mil, e Minello, R$ 5 mil, de madeireiras

Superintendente do Incra Oeste do Pará, Luiz Bacelar Guerreiro
Bacelar é acusado de ter recebido R$ 20 mil de um corretor, de quem é amigo há dez anos.

A Justiça Federal de Santarém está diante de inúmeras provas e indícios de crimes praticados por servidores públicos, empresários e madeireiras envolvidas com devastação de florestas públicas em áreas de assentamentos. A operação que resultou em várias prisões na semana passada em vários municípios paraenses e até em Santa Catarina, revelou fatos que nem de perto se aproximam da realidade. Há uma teia de corrupção a varrer as entranhas de órgãos públicos como Incra, Ibama, e Semas, além de desvios de créditos da reforma agrária.

O blog Ver-o-Fato tem recebido farta documentação sobre esses crimes, o modus operandi das quadrilhas e como assentados que precisariam estar produzindo para sustentar suas famílias são enganados por espertalhões travestidos de autoridades. O iceberg mostrou apenas sua ponta com os poucos fatos que vieram à tona na semana passada. Na verdade, a PF sabe muito mais do que foi divulgado. É claro que para não atrapalhar suas investigações.

O advogado Osmando Figueiredo, defensor do superintendente do Incra em Santarém, Luiz Bacelar Guerreiro Júnior, e do engenheiro concursado do Incra no município, Adriano Minello, ambos destituídos dos cargos que ocupavam por ordens de Brasília, em conversa com o blog, explicou quais as acusações que pesam contra os dois clientes.

Durante a prisão de ambos, nem a Polícia Federal, nem o Ministério Público Federal divulgaram os motivos. Mas Bacelar, por exemplo, é acusado de ter recebido R$ 20 mil de um corretor, de quem é amigo há dez anos, mas que trabalha para uma madeireira que é investigada pela PF. O ex-superintendente pediu o dinheiro emprestado ao corretor para pagar com juros, mas teria recebido apenas R$ 10 mil. A PF e o MPF entenderam que esse não era um comportamento adequado para um dirigente de órgão público. Obviamente, não é.

No caso de Adriano Minello, ele teria recebido R$ 5 mil de uma construtora por consultoria, num final de semana. A empresa também é investigada por envolvimento em atividades ilegais. A situação é mais complicada para Minello por ele ser servidor concursado do Incra. Terá de responder a um PAD para saber se fica ou será demitido do órgão.

Osmando adiantou ao blog que está com pedidos de habeas-corpus prontos para que Bacelar e Minello respondam às acusações em liberdade. No começo da semana que passou ele ingressou com um pedido para que Bacelar cumpra a prisão preventiva em casa por apresentar problemas de saúde.

Por: Carlos Mendes
Fonte: Blog Ver-o-Fato – www.ver-o-fato.blogspot.com.br

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