terça-feira, 17 de novembro de 2015

Portos em Miritituba: queremos o formato ganha-ganha

No distrito de Miritituba, município de Itaituba, se fizeram presentes no último dia 13, às 18h no ginásio poliesportivo, para audiência pública,
provocada pelo deputado estadual Eraldo Pimenta, onde foram apresenta as demandas dos populares, vereadores e entidades de classes que se pronunciaram no sentido das mudanças que estão ocorrendo no cotidiano da comunidade, como o alto fluxo de carretas e pessoas que chegam diariamente ao distrito.

É certo que todos receberam de bom grado a vinda dos portos que estão sendo implantados nesta região, mas nada foi implementado daquilo que foi acordado em audiências púbicas, como as mitigações e compensações sociais, que até o momento ficou apenas no papel. O que unicamente está saindo do papel são as edificações do aglomerado de portos. Algo que nos chamou atenção foi à ausência da ATAP (Associação dos Terminais Privados do Rio Tapajós) no evento, pois sabemos que em todas as reuniões que tem nesta região, que muitas das vezes nem é de sua competência, a entidade se faz presente. Nesta não compareceu, e assim traz instabilidade para populares e autoridades.

Foi até comentado que ATAP estaria inadimplente com Miritituba. Nas falas apresentada, se cobrou da Prefeitura de Itaituba e da ATAP que refaça a revisão da Agenda Mínima com os municípios, pois até o momento não se fez as obras prometidas de infraestrutura, como por exemplo, a implantação da água em Miritituba. Segundo populares, a empresa contratada não tem estrutura e nem equipamento para tocar obra, pois depende dos comunitários emprestarem caixa d’água, furadeira, entre outros equipamentos. A Câmara de Vereadores, Fórum de Entidades de Itaituba, CDL e populares querem que seja revista a Agenda Mínima em uma discussão aberta, pois se observa que o acordado não irá atender as transformações de nossa região.

Será necessário incluir, também, nesta agenda a entrada de municípios como Novo Progresso, Trairão, Itaituba, Rurópolis e Santarém – todos afetados diretamente, com o altos índices de acidentes, prostituição, drogas e outras consequências. O que for de competência da União, Estado, Município e ATAP que seja feito em caráter de urgência, porque vemos um grande problema social acontecendo em nossa região.

A Colônia dos Pescadores se posicionou que já esta ficando impossibilitada de trabalhar em sua atividade que sempre tiveram tolhido o direito de ir e vir nas águas claras no nosso rio Tapajós, pois somente com dois portos funcionando, já esta difícil fazer a sua pesca, imagina se com toda esta quantidade de barcaças trafegando na calha do rio ou estacionada, realmente não terão condições de trabalhar. Assim precisa ser discutido de imediato o que será feito para os ribeirinhos e pescadores. Também foi apresentado que se não for feita a hidrovia desde a foz do Tapajós em Santarém a Itaituba, toda a navegação de carga e passageiro ficará comprometida, pois neste período de verão já se observou barcaças com dificuldades em fazer seu percurso e assim impedindo a navegação comercial.

Nós, itaitubenses do Vale do Tapajós, só queremos que as situações de não conformidades que se estão apresentadas sejam atendidas em todas as escalas, pois somos sabedores que as empresas que aqui estão chegando tem em suas gestões como política as compensações sociais que se aplicam. E que nossas autoridades – Executivo, Legislativo municipal, estadual, e Ministério Público Estadual – estejam antenados às problemáticas desta região  A sustentabilidade econômica, ambiental e social só terá saldo positivo quando se aplicar a forma do ganha-ganha, que as negociações tenham uma característica incomum: ninguém perde, todos ganham.

Por Davi Menezes – Presidente da CDL e Fórum de entidades de Itaituba

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