quarta-feira, 15 de junho de 2016

Índios Munduruku iniciam ações para exigir demarcação de território no PA

Indígenas do etnia Munduruku iniciam nesta quarta-feira (15) uma série de atividades pela defesa do território e pela proteção do rio Tapajós, que tem projetos para construção de hidrelétricas.
Na primeira ação, os Munduruku irão instalar cerca de 50 placas nos limites da Terra Indígena Sawré Muybu, localizada em Itaituba, no sudoeste do Pará. “Além de garantir a manutenção do modo de vida do povo Munduruku, a demarcação de Sawré Muybu garante a conservação de 178 mil hectares de floresta amazônica que hoje estão ameaçados pelos planos de construção da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós”, afirma Danicley de Aguiar, ativista do Greenpeace.

Ao longo das próximas duas semanas os indígenas irão percorrer a área para instalar as placas, semelhantes às usadas pelo Governo Federal, nos limites de seu território, que teve os estudos de identificação reconhecidos pela Funai em publicação do Diário Oficial no dia 19 de abril de 2016.
O objetivo é chamar a atenção da opinião pública para os impactos inerentes ao processo de construção de grandes hidrelétricas na Amazônia. “Essa é uma luta importante não só para o nosso povo, mas para todas as pessoas do mundo. A construção de hidrelétricas no rio Tapajós pode destruir nosso modo de vida e a Amazônia”, diz o Cacique Juarez Saw Munduruku.

Hidrelétricas O rio Tapajós é alvo de planos para construir pelo menos cinco grandes hidrelétricas no seu curso e no de seu principal afluente, o rio Jamanxim. Entre as usinas planejadas está a de São Luiz do Tapajós, cujo reservatório terá 729 km². Se construído, ele deverá inundar perto de 400 km² de floresta, incluindo parte da Terra Indígena Sawré Muybu. A obra poderá induzir o desmatamento indireto de mais 2.200 km² de floresta em áreas protegidas da região.

Fonte: G1-PA

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