quinta-feira, 16 de junho de 2016

PF ouve 2 em operação contra desvio de recursos federais em Belterra, PA

A Polícia Federal (PF), através da Justiça Federal de Santarém, no oeste do Pará, cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva de investigados na "Operação Nominal", de combate ao desvio de recursos federais na área da educação em Belterra, região metropolitana de Santarém. Entre os suspeitos de envolvimento no esquema está um ex-servidor público, que não foi localizado. De acordo com a PF, o esquema desviou mais de 20 mil apenas de um conselho escolar. Outros valores estão sendo investigados. Duas pessoas compareceram na delegacia, onde prestaram depoimento e depois foram liberadas. Ainda segundo a PF, os desvios foram realizados através da emissão de cheques do conselho em benefício do servidor da Prefeitura, no período de 2012 a 2014. A "Operação Nonimal" foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (15).

A operação contou com quatro equipes composta por pelo menos 20 policiais. Foram apreendidos documentos e ainda um computador que a PF acredita que tenha sido utilizado para armazenar informações da prestação de contas do dinheiro proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), um recurso que é disponibilizado pelo Governo Federal anualmente para as escolas públicas.

De acordo com o delegado da PF, Ricardo Rodrigues, o inquérito que investiga o esquema foi aberto em 2015. A próxima etapa do inquérito será analisar os documentos e comprovar o desvio dos recursos. “O esquema funcionava através do servidor. Ele era responsável pela prestação de conta da verba junto a Prefeitura. Com a ajuda de outras pessoas, ele conseguiu montar um conselho escolar falso para desviar os recursos”, explica.

Ainda segundo Rodrigues, denúncias feitas à polícia em 2015 foram que o conselho teria sido reativado sem o conhecimento da comunidade escolar. Outras pessoas estão sendo investigadas no esquema. “Após a análise dos documentos, vamos tentar chegar a outras pessoas que participaram do esquema. Caso seja confirmada a fraude, o servidor pode responder pelo crime de peculato, que é o desvio de bens públicos”, afirma. O G1 fez contato com a Prefeitura de Belterra e aguarda posicionamento sobre o assunto.

Fonte: G1-Santarém 

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