segunda-feira, 18 de julho de 2016

PC investiga mortes em bar e suspeitos de linchar policial militar são procurados

Policial militar atirou e matou um jovem após confusão no bar. Revoltados, a algumas pessoas agrediram e mataram o PM.

A Divisão de Homicídios da Polícia Civil abriu inquérito para apurar as duas mortes registradas após uma confusão em um bar, no bairro Aldeia, em Santarém, oeste do Pará. A arma usada nos crimes foi achada na manhã desta segunda-feira (18), no bairro Mapiri. Os suspeitos de linchar o soldado da Polícia Militar David Lira Sampaio, de 33 anos, são procurados. Os crimes ocorreram na noite de domingo (17). De acordo com a polícia, a confusão começou depois que um homem chegou ao bar e mexeu na mesa de sinuca, provocando o começo de uma briga generalizada. No momento da confusão, o policial militar que estava no local de folga, teria tentado controlar a situação, sacou a arma e fez alguns disparos contra o homem, mas os tiros atingiram o jovem Érick Newton Sena Serra, de 25 anos, que morreu na hora.
Após efetuar os disparos, o policial militar tentou deixar o local, mas foi impedido por pessoas que estavam no bar. O PM foi imobilizado, agredido e teve a arma subtraída. Ele ainda foi socorrido, mas não resistiu e morreu. Somente o laudo do IML vai apontar se o policial foi alvejado ou não. Segundo o delegado responsável pela Divisão de Homicídios, Germano do Vale, testemunhas serão convocadas a prestar depoimento. “Colhemos informações no local do crime e nomes de testemunhas que podem ajudar no inquérito. Sabe-se que tudo começou com uma confusão na mesa do bilhar”, ressaltou. Ainda conforme do delegado, foram feitos levantamentos para saber se o estabelecimento tinha câmeras de segurança. “Como no local não encontramos as câmeras, tentaremos verificar isso na vizinhança. Elas [as câmeras] podem ajudar a identificar as pessoas envolvidas na confusão, nas mortes e na quem se evadiu do local com a arma, que já foi encontrada”, enfatizou.

Vídeo mostra movimentação na rua após os crimes: Um vídeo feito pelo G1 mostra a movimentação na travessa Assis de Vasconcelos, bairro Aldeira, horas após o crime. Nas imagens é possível ver uma das vítimas jogadas próximo a mesa de bilhar, o momento em que o policial é socorrido e levado ao hospital e uma terceira pessoa ferida após espancamento, no canteiro do meio-fio. Assista o vídeo ao lado. http://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2016/07/pc-investiga-mortes-em-barsuspeitos-de-linchar-policial-sao-procurados.html

Arma encontrada: Após os disparos no estabelecimento, a arma usada no crime sumiu. De acordo com subcomandante do 3º BPM, Major Tarcísio Costa, com as investigações e uma denúncia anônima a arma foi localizada nesta manhã de segunda. Ela estava em um terreno baldio, na Avenida Presidente Vargas, bairro Mapiri.
Arma deve ser encaminhada para perícia (Foto: Reprodução/ TV Tapajós)
A PC deve encaminhar a arma para as perícias cabíveis. “A arma é de fundamental importância porque surgiu comentários que teria uma segunda arma nesse crime. Somente as perícias cabíveis para casos como estes poderão esclarecer se ela foi usada no crime”, esclareceu o delegado.

Perícia:  A perícia no local foi feita em duas fases. A primeira aconteceu após o crime, ainda na noite de domingo, e a segunda na manhã desta segunda-feira. O motivo apontado pela diretora regional do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC), Stael Rejane, é que ficaram dúvidas que precisaram ser respondidas e somente uma segunda avaliação do local iria responder. Os corpos foram necropciados e entregues às famílias nesta segunda-feira.

Porte de arma pela polícia: Em entrevista à TV Tapajós, o subcomandante do 3º BPM disse que todos os policiais militares de Santarém têm porte de arma de fogo, no entanto, ressaltou que a arma é restrita para alguns lugares. "Como o armamento é restrito em alguns ambientes, temos que avaliar se aquele local era permitido ou não. O governo do estado forneceu o kit de armamento (colete e arma) para cada policial e todos têm a autorização de uso da mesma", destacou o major Tarcísio Costa.


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