quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Funcionários da construtura "Arte .Com" estão sendo mantidos reféns na Aldeia Teles Pires por índios da etinia munduruku

Desde segunda feira, 17, 05 funcionários da “Arte Ponto Com” (Construtora e Comercio de Materiais de Construção LTDA- EPP), estão sendo mantidos reféns na Aldeia Teles Pires, localizada no Alto Tapajós, município de Jacareacanga no sudoeste do Pará. 

(Aldeia Teles Pires)
No ano passado a construtora foi vencedora de um certame para a construção de um Posto de Saúde na Aldeia Teles Pires, o prazo para inicio da obra foi em 23|10|2015 com previsão para o termino em 23|10|2016, porem ate agora obra não foi concluída, esta apenas em sua fundação e não tem previsão de reinicio em nem conclusão.
(inicio da obra)
Revoltados com o descaso da empresa os indígenas radicalizaram, aproveitaram a visita do engenheiro da obra na aldeia juntamente com alguns funcionários da construtora, chamaram todos, relataram a revolta da aldeia e comunicaram aos mesmos que a partir daquele momento eles não poderiam deixa o local, seriam mantidos reféns ate que a empresa sanasse os problemas da obra. A iniciativa foi tomada pela Associação Indígena Dace, que aponta várias irregularidades cometidas pela construtora: Não cumprimento do prazo de conclusão da obra; Baixas diárias pagas aos indígenas que trabalham como ajudante na obra; Descumprimento dos direitos trabalhistas com os indígenas; Falta de alimentação adequada; Não pagamentos deste julho do corrente ano; Falta de equipamentos de segurança, esses são alguns itens citados pela associação em documento enviado ao DSEI.
(reféns)
Na manhã desta quinta feira, 20, a reportagem do BJR procurou a coordenadora do Distrito Sanitário Especial Rio Tapajós; Cleidiane Carvalho. Em entrevista disse que ficou sabendo da situação na manhã de terça feira, 18, e que logo entrou em contato com as lideranças da aldeia para saber o que estava acontecendo, depois tomar ciência entrou contato com a construtora para tentar sanar os problemas denunciados pela associação. Os indígenas disseram que só vão liberar os reféns quando o dono da construtora for ate a aldeia e garantir o reinicio dos trabalhos e também garantir a conclusão da obra o mais rápido possível. 
(Cleidiane Carvalho, coord, DESEI)
Por sua vez a empresa alega que teve alguns percalços para a construção do posto, como por exemplo, a dificuldade para o transporte de material de construção, devido à seca do rio. Em nota ao DSEI a construtora contesta algumas reclamações dos indígenas, e disse que vem cumprindo com o que foi acordado. Cleidiane disse que ainda que esta mantendo contato diretamente comas lideranças indígenas para tentar resolver a situação, também falou com o engenheiro, um dos reféns, “... falei com ele, (engenheiro), e ele me disse que esta bem, não esta sendo agredido e nem mau tratado, apenas não pode deixar a aldeia”, disse a coordenadora, que esta empenhada em resolver o problema, espera que a empresa possa reiniciar os trabalhos para autorizar o pagamento.
(índios e reféns)
Um vídeo feito pelos próprios indígenas e divulgado na rede social. “Queremos a presença do dono da empresa em nossa aldeia. Enquanto o dono da empresa não chegar aqui na nossa aldeia, os nossos reféns não vão sair da nossa aldeia. Queremos o dono da empresa para conversar com a gente, explicar o quê que está acontecendo nas obras da nossa aldeia. Isso que a gente está querendo, reivindicando o nosso direito”, afirmou o índio Munduruku.
(um dos reféns)
(reclamação dos indígenas)
(oficio do DSEI à empresa)
(Resposta da empresa ao DSEI)

Fonte: Junior Ribeiro...

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