sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Polícia Civil deflagra operação Virtualis para combater esquema de corrupção no Pará

Apreensões
A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira, 20, a operação Virtualis, com objetivo de desarticular esquema de fraudes ambientais que envolviam representantes de empresas madeireiras no Pará e servidores públicos da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa).


As informações da operação foram prestadas durante entrevista coletiva, na Delegacia-Geral, pelo delegado-geral, Rilmar Firmino; delegado Silvio Maués, diretor de Polícia Especializada, e delegada Juliana Cavalcante, da Divisão Especializada em Meio-Ambiente (DEMA) e responsável pelas investigações. Ao todo, 15 pessoas foram presas, entre elas, sete servidores da Sefa, no Pará, e nos Estados do Maranhão e Bahia. 
A ação policial foi iniciada por volta de 5 horas com a concentração dos policiais civis na Delegacia-Geral, de onde, após reunião, saíram em direção aos alvos. Estiveram em atuação policiais civis de Divisões da Polícia Civil vinculadas à Diretoria de Polícia Especializada (DPE) e unidades do interior do Estado. Nos locais de cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais civis apreenderam anotações, dinheiro, documentos de movimentação financeira, computadores, entre outros objetos de interesse da investigação. Tudo vai passar por perícia.
Policiais cumprem busca e apreensão
ESQUEMA As investigações mostraram que o esquema envolvia inicialmente a obtenção de créditos virtuais, de forma irregular, por meio do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais do Estado do Pará), administrado pela Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Aliado a isso, havia pagamento de propina para fiscais da Sefa fazer "vista grossa" quanto ao deslocamento de caminhões com cargas de madeira. As empresas envolvidas teriam recebido no esquema 600 mil metros cúbicos de madeira serrada em créditos florestais entre 1º de março e 30 de setembro de 2013.
Coletiva de imprensa. Ao lado, delegada Juliana Cavalcante
Somente uma das empresas do ramo de comércio e transportes de madeira recebeu, nesse período, 30.581,20 metros cúbicos, o que representa mais de R$ 14,5 milhões em créditos florestais. Durante as investigações, foi detectado o envolvimento no esquema de empresários do ramo madeireiro e servidores públicos da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa).

Os levantamentos mostram que eles agiam em um esquema que também envolvia o pagamento de propina na Cerat (Coordenação Executiva Regional de Administração) da Sefa em Altamira, com participação de auditores fiscais e quatro funcionários do grupo de carreira da administração tributária. Os presos irão permanecer recolhidos à disposição da Justiça. As investigações continuam. A Secretaria de Estado da Fazenda informa que, ao tomar conhecimento das prisões de servidores fazendários, determinou à Corregedoria Fazendária da Sefa a adoção de medidas pertinentes a apuração da conduta dos servidores, por meio de processo administrativo. Os servidores presos são lotados em Altamira. Dois integram a carreira da Administração Tributária e os demais são servidores administrativos.

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