quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Filhote de cavalo nasce com um olho e sem narinas na região do Aritapera

Filhote nasceu com apenas um olho, sem nariz e alterações nos membros (Foto: Comunidade Cabeça D'onça/Divulgação)
Um filhote de cavalo nasceu com um olho, sem narinas e alterações nos membros, na comunidade cabeça D’onça, região do Aritapera, em Santarém, oeste do Pará.
Animal morreu após o nascimento (Foto: Comunidade Cabeça D'onça/Divulgação)

As características do animal, que morreu após o nascimento, intrigaram os moradores da localidade. O filhote nasceu no dia 2 de novembro, mas a informação se tornou pública na manhã desta terça-feira (15). Moradores relataram que nunca ocorreu um caso parecido com este antes na comunidade. Fotos enviadas por moradores ao G1 mostram o animal com a deformação. De acordo com a médica veterinária da Ufopa, especialista em grandes animais, Isadora Freitas, a provável causa é a malformação de origem congênita. “Na formação do embrião desse animal aconteceu alguma alteração genética que fez com que não ocorresse formação normal. Nas fotos dá pra gente vê que esse animal tem uma estrutura semelhante ao globo ocular centralizado. A gente percebe que ele tem também uma ausência das narinas. Os membros estão com as articulações flexionadas. Isso tudo mostra que é uma alteração congênita”, explicou.
Médica veterinária explicou que provável causa é malformação de origem congênita (Foto: Comunidade Cabeça D'onça/Divulgação)
Segundo a médica veterinária, não é possível afirmar a causa da malformação do embrião, mas ressaltou que durante a gestação, o animal pode ter sido submetido a administração de alguns remédios, como pra verme ou carrapatos, ou a mãe pode ter ingerido plantas tóxicas que resultaram na alteração. A médica veterinária recomendou que o proprietário busque saber o histórico da égua para saber se as outras crias tiveram malformação. “Se teve outras crias normais é mais um indicativo que não tem nada relacionado a fêmea em si, mas sim a uma origem externa”, enfatizou. Isadora ressaltou que não é possível determinar de que forma prevenir a ocorrência de novos casos, mas recomendou que o proprietário do animal busque investigar o que ocorreu durante o  período gestacional e explicou que qualquer animal deve ser submetido a um manejo nutricional e sanitário adequado no período de gestação.

Fonte: http://g1.globo.com/pa/santarem

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