quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Itaituba: Diretora do Museu Aracy Paguaçu pretende lançar guia turístico

A professora Regina Lucirene é a nova diretora do Museu Aracy Paraguaçu. A mesma é uma grande conhecedora do museu devido ter participado diretamente de sua criação e do recolhimento de várias peças que estão no local.

Muito empolgada à professora recebeu a nossa equipe de reportagem para falar sobre os trabalhos que pretende realizar a frente do museu. Tudo que esta no local ela olha com muito carinho, participou diretamente da criação e montagem do museu, conseguiu muitas peças com amigos e moradores antigos de Itaituba para serem expostas no local. Regina fala de seus projetos futuros para o museu, pretende realizar exposições em locais turísticos da cidade e conseguir mais peças que relembre a historia de Itaituba. Regina disse que vai lutar para trazer as peças que foram levadas do município, segundo ela Itaituba é considerado um sitio arqueológico e precisa ser valorizado. Os ossos de duas preguiças gigantes que foram encontrados no município esta em Belém. “... vamos deixar uma lá e vamos lutar para trazer outra para Itaituba ...”, disse a professora.  A professora Regina esta se programando para lançar o guia um turístico de Itaituba no final do final mês. No guia terá todas as informações necessários do município de Itaituba, dos principais locais da cidade, o guia também servira para divulgar Itaituba, disse a professora que espera ter apoio da administração municipal e empresários da cidade. Fonte: Junior Ribeiro. 

PREGUIÇA GIGANTE  E MASTODONTE
EM ITAITUBA (Pará)
         A descoberta dos fósseis de três preguiças gigantes (Eremotherium) e um mastodonte (Cuvieronius), todos encontrado em julho de 2001, no Município de Itaituba (PA), possui 13.340 anos. O material foi datado nos Estados Unidos e o resultado do exame foi encaminhado ao Museu Paraense Emilio Goeldi, Instituto de Pesquisa vinculado ao Ministério da Ciências e Tecnologia e responsável pelo estudo do material.
         O fóssil da preguiça pôde ser datado porque preservou o colágeno (proteína contida no osso), o que possibilitou a datação do material através da análise do Carbono 14. Essa é a primeira datação em um exemplar em fosseis de mamíferos da Amazônia. O fóssil do animal encontrado é uma preguiça gigante de hábitos terrestres, do grupo Megatérios (ordem Xenarthra ou Edentata), com distribuição pela América do Sul e cujos representantes atuais são o bicho preguiça, o tatu e o tamanduá. O mamífero gigante media cerca de 6 metros de comprimento, pesava mais de 5 toneladas e se alimentava de folhas.
         O material estava enterrado em uma propriedade privada em Itaituba e foi encontrada durante escavações para fazer um tanque de criação de peixes. Ao que tudo indica, os animais foram levados por uma enxurrada e ficaram presos em um buraco. O grande porte do animal, a dificuldade de movimentação e o fato de viver em bandos confirmam a teoria de que há cerca de 14 mil anos atrás, a Amazônia era uma imensa savana, parecia com o que é hoje a África. “Com essas características é impossível imaginar que a preguiça vivesse em uma floresta densa”, explica o paleontólogo e diretor e diretor do Museu Emilio Goeldi, Peter Toledo, que estuda os fósseis encontrados.

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