sábado, 13 de maio de 2017

Monte Alegre: Homem que matou mulher e filhos conta como e porque matou

Com base em depoimento de acusado, polícia detalha triplo homicídio no Pará. Acusado foi preso e transferido para Santarém horas após cometer o crime em Monte Alegre. Ele foi ouvido na delegacia na manhã desta sexta-feira (12).
Com duração de pouco mais de 1h30, o homem que matou a companheira e dois filhos da vítima em uma comunidade na zona rural de Monte Alegre, no oeste, prestou depoimento à polícia na manhã desta sexta-feira (12). Apesar de o crime ter acontecido em outro município, ele foi ouvido na 16ª Seccional de Polícia Civil, em Santarém, após transferência.

De acordo com o delegado Almir Alves, que preside o inquérito, o homem confessou e detalhou toda ação, inclusive o motivo do crime. Com poucas palavras durante o depoimento, ele contou que não estar rrependido do crime e apenas respondeu os questionamentos da polícia. Baseado nas informações do acusado, o delegado relatou ao G1 que o motivo do crime foi porque ele não teria aceitado a decisão de Diana Gomes, 34 anos, em terminar o relacionamento. Ainda segundo o delegado, ela estava se envolvendo com outra pessoa, e a partir daquele momento seria inviável que o acusado permanecesse na casa.

Conforme o delegado, a conversa entre os dois aconteceu na noite de 10 de maio, enquanto ele preparava o jantar para família. Em um determinado momento, o acusado pegou uma faca enquanto Diana foi ao quarto verificar como os filhos estavam. “Quando ela voltou e sentou no sofá, ele começou a desferir as punhaladas. Como ela gritou, o filho de seis anos, que estava com os irmãos atrás do guarda-roupa, correu para socorrer a mãe. Ele começou a perfurar a criança também, e a mãe e o filho caíram no chão”, contou.

Ainda de acordo com o delegado, ao perceber que no quarto havia duas crianças, de 9 e 2 anos, o acusado entrou no compartimento. A filha de Diana, Thavine Emanuele, de 9 anos, pulou a janela, mas foi perseguida e morta no quintal da casa da família. Nenhuma das crianças que estavam no local do crime era filho biológico do acusado. Ao retornar ao interior da casa, ele pegou a motocicleta que estava na estacionada e iria fugir, porém percebeu que o corpo de Thavine ainda estava no quintal. Com isso, ele a carregou até a casa.

Criança sobrevivente: Em outro trecho do depoimento, o acusado relatou que não matou o terceiro filho de Diana, de apenas dois anos, porque sentia afeto pelo menino. “Após o crime, como a criança estava chorando muito, ele deu uma mamadeira com leite, a colocou para dormir, apagou as luzes, abriu as janelas e fugiu”, contou o delegado.


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