quinta-feira, 27 de julho de 2017

DPC Geral da Policia Civil, rebate criticas de deputados e diz que alguns políticos se juntam com bandidos

O delegado geral da Policia Civil do Pará, Rilmar Firmino, esteve juntamente com o secretário de Segurança Pública do Estado Jeannot Jansen e equipes da Divisão de Homicídios, Seccional e Superintendência da policia civil no município de Tucuruí, Sudeste paraense.
A a visita da cúpula de segurança pública do estado na região, está ligada ao crime que vitimou o prefeito de Tucuruí Jones Willian (PMDB), na tarde desta terça feira 25. Em entrevista a emissora, Floresta rádio Local, Rilmar Firmino, foi categórico em dizer que não tem a menor dúvida que a policia irá prender os criminosos que executaram Jones Willian, o delegado geral fez duras criticas a dois deputados que criticaram a ação da policia, para Rilmar, assim como o caso de Goianésia que foi desvendado, poucas pessoas sabem, porém está no autos do inquérito, que o prefeito Russo foi morto a mando do ex vereador Zé Ernesto, morto um mês após a execução de Russo e o pistoleiro que matou do ex prefeito está preso no Estado do Piauí. Russo, tinha 62 anos e foi executado, em janeiro de 2016, quando participava de um velório, segundo o delegado geral, não vai demorar muito e logo os criminosos do ex prefeito do município de Breu Branco, também estarão presos. Diego Kolling, foi executado no dia 5 de maio, quando pedala em sua bicicleta pela rodovia PA-263.

"Na política se faz alguns acordos, pessoas de bem como era o prefeito de Tucuruí, como era o prefeito de Breu Branco, como era o Russo e acabam se juntando com pessoas de má índole, com bandidos e tem uns acordos espúrios que acaba acontecendo o que acontece no mundo das drogas, o mundo real é esse, não se cria um mundo fantástico quando se trata de cobiça e de ambição, infelizmente isso tem ocorrido como foi o caso de Goianésia, como foi no caso de Breu Branco e a gente já tem elementos suficientes pra dizer que foi isso que aconteceu, esses prefeitos são pessoas que não tinham inimigos e não viviam na bandidagem, são pessoas de bem, infelizmente é como eu falei, na política tem certos acordos em que algumas pessoas acabam pagando com a vida, não tenho dúvidas que estes crimes serão elucidados, trabalhamos com técnica e não com fuxicos como o Deputado Iram Lima e o Deputado Bordalo que usa da imunidade parlamentar para semear a discórdia e dizer que o estado não investiga, isso é mentira, eles que não acompanham as investigações", disse Rimar Firmino Delegado Geral de Policia Civil.

Fonte: http://www.transnoticias.com.br/

'Estado não investiga', dizem deputados sobre assassinatos de políticos.
'Estado não investiga', dizem deputados sobre assassinatos de políticos (Foto: Ricardo Amanajás/Diário do Pará)
Perplexidade e consternação resumem o sentimento do parlamento estadual após o assassinato de mais um prefeito no interior do Estado, dessa vez o de Tucuruí, Jones William, 42. Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, Carlos Bordalo, do PT, insiste que a ausência de combate efetivo a esse tipo de violência torna cada vez mais frequentes os crimes por encomenda. “Transmito as condolências à família e ao município, liderança forte, jovem e que tinha um enorme futuro pela frente”, lamentou, afirmando que o Estado se faz de “cego e surdo para características desse tipo de assassinato”. O líder do PMDB, Iran Lima, lembrou que, de janeiro de 2016 até agora, foram cinco assassinatos de lideranças políticas: além dos prefeitos de Goianésia, Breu Branco e Tucuruí, na semana passada foi morto a tiros também Demétrius Ribeiro, empresário e ex-suplente do então senador da República, Mário Couto. “As pessoas falam quem são os criminosos, mas a polícia, vinculada ao Governo do Estado, não dá uma resposta. Nada sobre Breu Branco, ninguém preso. Chacinas sem resposta. Nem sem-terra, nem quem tem mandato, ninguém está seguro, é terra sem lei mesmo”, denuncia Lima. Eraldo Pimenta, também do PMDB, diz que o Governo do Estado está de costas para a necessidade da população e que não há quem se sinta seguro. “Estou na Transamazônica esta semana e o discurso é uníssono: vivemos o caos quando o assunto é segurança”, afirmou. 

AMAT: Os prefeitos das regiões sul e sudeste do Pará estão apreensivos com a morte de mais um administrador municipal da região. A violência contra os gestores municipais será pauta de uma reunião que deve acontecer hoje, em Marabá ou Tucuruí. Segundo a Associação dos Municípios do Araguaia, Tocantins e Carajás (Amat), os prefeitos da região devem elaborar um documento direcionado ao governador Simão Jatene, ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal, pedindo proteção policial e mais rigor nas investigações. “Os prefeitos estão assustados com esta situação. Ninguém vê resultados, nem punição a mandantes e executores dos crimes”, afirma o diretor-executivo da Amat, Márcio Gomes.

Fonte: DOL (Carolina Menezes/Diário do Pará)

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