quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Homicídio de Hayane pode estar ligado a morte de seu namorado Jair Pedroso servidor do INCRA

O assassinato da jovem Hayane de Azevedo Sousa, de 23 anos, será investigado pelo Departamento de Homicídios da Polícia Civil em Marabá e não pela delegacia de São Domingos do Araguaia, onde o corpo foi encontrado na manhã de terça (26).
A decisão foi tomada porque há fortes indícios de que a morte de Hayane, cujo corpo foi achado na Rodovia Transamazônica, à altura da Vila Santana, dentro de um carro, pode ter ligação com o assassinato do namorado dela, Jair Pedroso, morto em março deste ano, também na Rodovia Transamazônica, mas entre Marabá e Itupiranga.

A informação foi repassada pela delegada Raissa Beleboni, titular do Departamento de Homicídios. “Para que a gente possa apurar se há relação entre os dois crimes ou mesmo se os dois têm a mesma motivação ou qualquer tipo de singularidade, apesar de ter ocorrido na área rural de São Domingos, o homicídio vai ser apurado pelo Departamento de Homicídios”, reafirma a policial.

Ainda de acordo com ela, a equipe do Homicídios esteve no local de crime, acompanhou a perícia do Instituto Médico Legal (IML) e colheu informações iniciais, conseguindo apurar que a vítima foi morta fora do carro e depois foi colocada dentro do veículo.

O que choca mais nesse crime é que dentro do carro – sentada na cadeirinha – estava uma criança de três anos de idade, filha de Hayane, que passou várias horas da madrugada ao lado da mãe morta, até que o dia raiasse e ambas fossem encontradas por populares.

A delegada disse que Hayane foi morta a tiros provavelmente de uma pistola calibre 380, mas por enquanto não há muito mais detalhes sobre o fato, como quantidade de disparos e local onde as balas perfuraram a vítima. Isso só deve vir com o resultado das perícias feitas pelo IML. “As investigações seguem agora pelo Departamento de Homicídios para que a gente possa apurar, através do histórico da vítima, e das pessoas próximas a ela, se há possibilidade de os dois crimes estarem ligados ou se possuem motivação diversa”, explica Beleboni.

Falando especificamente sobre o assassinato de Jair Pedroso, que era namorado de Hayane na época em que foi morto, a delegada informou que Jair também foi assassinado a tiros e o corpo foi deixado na beira da pista. “Na época do fato, nós apuramos que ele era servidor do Incra, que tinha relacionamento amoroso com Hayane e tinha alguma quantidade de dinheiro emprestada. Nós apuramos também que o valor dos juros não era típico de agiotagem”, relata.

Ainda segundo ela, apesar de terem sido ouvidas muitas pessoas sobre aquele assassinato, não havia uma informação precisa sobre o que realmente ocorreu com ele; se de fato teve a ver com algum desentendimento em relação a esse dinheiro emprestado. “Por isso que a investigação do homicídio da Hayane vai trazer ainda informações sobre a morte do Jair”, acrescenta a policial.

O caso

O corpo de Hayane foi encontrado por populares que acionaram a Polícia Militar. Chamou a atenção das pessoas o fato de uma criança de três anos estar dentro do carro junto com a mulher morta. Os primeiros a chegarem ao local foram os policiais militares, depois os peritos do IML e investigadores da Polícia Civil de São Domingos e por fim a equipe do Departamento de Homicídios, que reclamou a investigação do caso ao identificar a vítima como sendo Hayane, namorada de Jair Pedroso, assassinado em março.

Rapidamente – como sempre acontece nesses casos – dezenas de fotos da vítima começaram a ser viralizadas pelos grupos de WhatsApp das cidades e diversas foram as histórias que começaram a preencher a atmosfera dos ambientes virtuais e das rodas de conversas da cidade. Entre o que se comentava nesses ambientes, dizia-se que Hayane e Jair eram conhecidos como “casal ostentação”.


RELEMBRE: Jair Pedroso, servidor do Instituto Nacional Colonização Reforma Agrária (Incra), em Marabá, foi vítima de disparos de arma de fogo cujo corpo foi encontrado na manhã do dia 8 de março, à altura da localidade conhecida como Km 14, nas margens da Rodovia Transamazônica (BR-230), sentido Marabá-Itupiranga.
Na época, a Polícia Militar informou que uma guarnição da instituição recebeu havia recebido no dia anterior a informação de que um veículo aparentava ter sido abandonado no Bairro Jardim União. Dentro do automóvel havia cartão de crédito, garrafa de cerveja, pertences pessoais, anotações e uma conta de energia, na qual foi identificado o endereço de Jair. Os policiais então foram à casa dele, no Bairro Belo Horizonte, que estava aberta e abandonado. Somente depois disso, os policiais receberam a informação de que havia um corpo desovado no Km 14 da BR-230. Quando o corpo foi removido para o IML colegas de trabalho estiveram no local e informaram que ele era servidor do Incra havia aproximadamente 10 anos e atuava em funções exteriores. (Chagas Filho)


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